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22.1.08

Flores


Flores,
Frágeis e delicadas,

Futilmente criadas

Fazem-me sonhar

Com campos verdes de Primavera

Flores,
Ridiculamente plantadas
Como crianças inocentes irritantes,
Murcham à minha passagem
Como soldados numa guerra sem perdão

Flores,
repousavam inertes,
no teu funeral,
em coroas mortíferas
cheias de gritos silenciosos e prantos de perdão

16.1.08

Marta's Poem

Lembro-me de ti
Como eras antes
Lápis na mão
Olhos distantes

Cheiro a carvão
Dos desenhos perfeitos
Borracha na mão
Dos teus desejos

Desejos de seres
Mais e melhor
O grande pintor
Um grande herói

Cabelos claros
Sonhos gigantes
Apenas tinhas medo
De linhas errantes

Hoje, mudado
Não me dizes nada
Sinto saudades
Fazes-me falta

Sinto saudades
Da tua presença
Das tuas piadas, da tua loucura
De comentários mandados, das ideias
Revolucionárias da tua crença

Hoje mudado
Já percebi
És um amor do passado
Que eu já perdi

Marta Reis